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PREVCOM MS rende 1,15% em janeiro, bem acima da meta

27/02/2026 03:02

O PREVCOM MS apresentou rentabilidade de 1,15% em janeiro, superando a meta de referência de 0,70% (IPCA + 4,5% a.a.) no período. 

O resultado foi sustentado, principalmente, pelo bom desempenho da renda variável doméstica e pela manutenção de retornos elevados na renda fixa pós-fixada, em um ambiente ainda caracterizado por taxa básica de juros em patamar elevado. 

As leituras mais recentes de inflação confirmam um quadro relativamente positivo no curto prazo. O IPCA-15 de janeiro registrou 4,5% em 12 meses, com composição qualitativamente mais favorável: os bens industriais seguem contribuindo para a desinflação, enquanto os núcleos e a inflação de serviços continuam apresentando desaceleração marginal. 

No campo da política monetária, o Banco Central manteve a taxa Selic em 15% a.a. na reunião de janeiro e indicou que, mantidas as condições esperadas, deverá iniciar o ciclo de flexibilização na reunião de março. O ritmo de cortes seguirá condicionado à moderação da atividade econômica, à dinâmica cambial e à ancoragem das expectativas inflacionárias. As sinalizações recentes apontam para uma Selic ao redor de 12,5% ao final de 2026, no cenário-base.

Após um início de ano marcado por maior apetite internacional por risco, o mercado acionário brasileiro ingressou em 2026 em ambiente mais construtivo do que o observado no encerramento de 2025. Em janeiro, o Ibovespa registrou valorização de 12,56%, impulsionado pelo fluxo estrangeiro e pela expectativa de início do ciclo de cortes de juros. 

Nesse contexto, o segmento de Renda Variável do plano apresentou alta de 12,33% no mês, contribuindo de forma relevante para o desempenho consolidado. 

Apesar da forte recuperação, o cenário ainda requer cautela. A valorização recente convive com incertezas relacionadas ao comportamento dos EUA, à deterioração do quadro fiscal doméstico, à trajetória das expectativas de inflação e às tensões geopolíticas internacionais, fatores que podem elevar a volatilidade ao longo do ano. 

O fluxo estrangeiro direcionado ao mercado brasileiro também contribuiu para a apreciação do real frente ao dólar no período. A moeda norte-americana apresentou desvalorização frente ao real, impactando negativamente o resultado da carteira de Investimentos no Exterior, que registrou retorno de -2,58% em janeiro. 

O efeito cambial se reflete nos investimentos internacionais: a valorização do real reduz o retorno em moeda local dos ativos globais, mesmo quando o desempenho das bolsas no exterior é positivo.

Na Renda Fixa, a manutenção da Selic em 15% a.a. continuou sustentando retornos elevados nos ativos pós-fixados. Em janeiro, os fundos indexados ao CDI apresentaram rentabilidade de 1,17%, ligeiramente acima do CDI do mês (1,16%). Nos prazos mais longos, o juro real oferecido pelos títulos públicos federais permanece elevado, acima dos 7,5%.

O ambiente de inflação corrente mais favorável, aliado à sinalização de início do ciclo de cortes em março, contribuiu para estabilidade das curvas de juros em níveis atrativos para posições compradas. 

Nos ativos pós-fixados, os spreads permaneceram comprimidos, em linha com o observado no final de 2025, sustentados pela elevada liquidez dos fundos de crédito. 

Para 2026, a perspectiva de início da flexibilização monetária tende a favorecer uma reprecificação gradual dos ativos de crédito, com maior potencial de ganho de marcação a mercado nos papéis indexados à inflação e prefixados. 

A Prevcom, responsável pela gestão do PREVCOM MS, mantém postura prudente e disciplinada na gestão dos investimentos, com foco na preservação do patrimônio, na geração de rentabilidade consistente e na sustentabilidade de longo prazo dos planos administrados. O desempenho superior à meta atuarial no mês reforça a solidez da estratégia adotada e a aderência às diretrizes de investimento estabelecidas.

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